Muito blablabla para pouco whiskas sachê.

08/01/2018


“O mundo está mudando” é o novo bordão entre profissionais do meio publicitário. É compreensível que todos estejam com problemas para se readaptar, afinal, é o mercado que mais sofre com as variações entre o que é novo e o que é velho.

As novas mídias e as mudanças tecnológicas quebraram com o modelo tradicional de funcionamento e precificação das agências. Isso não é novidade. A produção de conteúdo e a interação com clientes, seja por vídeos, fotos, postagens em redes sociais, passou a ser uma extensão de produto das marcas: a comunicação e publicidade passaram a ser, de fato, consumidas.


É então, absurdo imaginar que renomadas agências estejam, somente hoje, unificando produções on e off-line, assim como é igualmente estranho perceber o aumento do termo “marketing digital” sendo sugerido e empregado como sistema com vida própria, desvencilhado e desintegrado do restante das operações de marketing e da comunicação.

Em meio a tanta novidade, inovação tecnológica e midiática percebe-se certa cegueira nos profissionais da área e o grande problema é que a demanda das pequenas, médias e grandes empresas (cada uma em sua escala), continuam chegando e o mundo não pode esperar que a sua mudança seja dada por completo para que possa, novamente, contar com os setores da economia criativa de forma efetiva.

O lado positivo de estar no meio desse caos é a oportunidade de crescer liderando novos modelos e processos da gestão criativa na sua melhor forma: lidando com a comunicação de forma integrada e desprendida das metodologias limitadoras tradicionais. Afinal,
o mundo está mesmo mudando, mas alguém precisa fazer ele girar.

Gabriel Lima

Publicitário, sócio fundador da Agência Pivot, formado pela ESPM e mestrando em Gestão da Economia Criativa pela mesma instituição.